A utopia dos gentis

Foi num grupo de whatsapp. Desses de gente que não se vê há muito. E como mudaram todos, pouco já se pode (ou se deve) dizer. Parece que aquele desajeitado momento do encontro fortuito, com alguém do passado, foi aprisionado pelo aparelho. E de modo amplificado, porque coletivo e constante.

Mas às vezes o assunto surge. Naturalmente, política.

O diretor de teatro expõe seu apoio municipal – fecha com o rapaz descolado. A moça hippie da zona sul concorda. Que o PT não é mais esquerda. Perdeu-se, diz. Mas foi golpe, continua. E culpa da Dilma, crava o diretor de teatro. 

o diretor de teatro conta que tomou café na casa de Suplicy. Posta foto. Como é atencioso, honesto. Esse, sim. Lavou a louça. Imagina só. A hippie da zona sul manda flores, emoticons. É um fofo, um lindo, suspira.

Lula levou 1 milhão por poço perfurado, revela o diretor de teatro. E tenho fonte de confiança, garante. Vibra a moça hippie.

O aparato jurídico-midiatico e sua infindável devassa (com ajuda da CIA) não fazem pareo a esse meu velho conhecido. Pasmo, entro na conversa. Não poderia deixar de parabenizar o diretor de teatro pela investigação.

E o silêncio que assolou aquele grupo me trouxe uma epifania.

Fosse ainda vivo, o profeta gentileza, muito provavelmente, seria convidado a lançar candidatura pelo partido da moça hippie. E teria o apoio teatral do diretor.

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